Símbolos: Estrela de cinco pontas ou Pentagrama

Esse é um estudo sobre a simbologia das Estrela de 5 pontas (pentagrama) – uma estrela de cinco pontas envolta em círculo – eu venho pesquisando e estudando esse símbolo há algum tempo e olha, até hoje, esse foi um dos símbolos mais difíceis de se estudar porque há pouco material de qualidade referente, mas eu senti muito forte nos meus processos de aprofundar a minha compreensão sobre sua simbologia misteriosa e tão antiga, pois o Pentagrama serve à humanidade em nosso caminho evolutivo desde os primórdios dos tempos, sendo encontrado aqui na Terra desde a Idade da Pedra. O símbolo da Estrela é muito presente, mas a Estrela de seis pontas também, o Selo de Davi ou Hexagrama que é de uma simbologia e estudo interessantíssimo, mas hoje vamos nos ater na compreensão da Estrela de 5 pontas, o pentagrama.

Nossa relação com as estrelas é muito antiga, sempre olhamos para o céu e contemplamos sua existência, refletindo sobre seus movimentos celestes e há eras estudamos as estrelas com a astrologia e astronomia e até hoje, a Estrela é um forte símbolo presente na consciência e por isso, encontramos o pentagrama em diversas religiões e culturas ao redor do mundo, sendo ainda hoje um símbolo muito utilizado na arte, arquitetura, etc.

Mas há muita informação confusa e errônea à respeito do pentagrama, sendo esse muitas vezes associado à espíritos malignos e a forças das trevas, o que nada tem a ver realmente com este símbolo e sua atuação energética, já que aqui falamos do pentagrama com sua ponta apontada para cima. Esse símbolo é facilmente associado aos celtas e druídas e ao culto à Natureza – para eles, o pentagrama representa os cinco elementos básicos da vida – ou seja, água, ar, fogo, terra e espírito. O círculo em torno da figura da estrela simboliza o universo, que não apenas contém os elementos, mas também os conecta. Para Pitágoras e Hermes Trimegistro, o pentagrama era o símbolo do himeneu celeste: a fusão da alma com o Espírito. Ele atribuía ao número cinco o nome de “número do homem no microcosmo”, pois como o corpo físico do homem tem cinco extremidades distintas e importantes – duas pernas, dois braços e uma cabeça (consciência), dos quais o último governa o primeiro de quatro – o número 5 foi aceito como o símbolo universal do homem.

O homem como microcosmos

Na Medicina Tradicional Chinesa, o pentagrama é visto na representação dos 5 Movimentos, sendo estes decorrentes dos 5 elementos (água, madeira, fogo, terra e metal), todos compondo os movimentos da natureza e do homem, por isso também esse símbolo é usado como sistema de cura nas medicinas orientais, já que quando os movimentos e elementos fluem harmonicamente, homem desfruta de boa saúde, caso contrário, há desarmonia e doenças. Essa compreensão também é aplicada às virtudes, quando bem equilibradas, o homem desfruta de sabedoria.

Bondade estabiliza pensamento. Sinceridade estabiliza conhecimento, Sabedoria estabiliza sensação/sentimento, Polidez estabiliza ação/reação, Justiça estabiliza visão/forma.

Observe como os Elementos são associados à Virtudes e eles compõe o pentagrama. Eu particularmente acho incrível associar os elementos às virtudes, e de como cada ponta da estrela representa uma força condutora para nossa evolução. Mas a representação do símbolo da Estrela de cinco pontas não para por aí! Poucos sabem, mas a estrela de cinco pontas também aparece simbolicamente entre os cristãos. Entre os primeiros fiéis, o pentagrama representava Cristo, a designação do alfa e do ômega, do começo e do fim e os alquimistas medievais compreendiam a estrela de cinco pontas como sinal da “quinta essentia”, o quinto elemento, o éter-fogo, ou ainda o Espírito Santo – o espírito cuja a essência é fogo, o fogo do Espírito Santos de Deus, ou seja, a essência divina.

A Luz do Divino Espírito Santo é Dourada, sendo a força do ensinamento mestre

O pentagrama também simboliza o céu da alma, sendo para o rosacruz o símbolo do novo homem, o homem verdadeiro. A doutrina universal ensina que existem duas almas no homem: a alma natural, cujo desenvolvimento resulta em um ser que pretende o domínio universal, e uma alma original, latente, no centro do ser humano, que suspira por libertação. Cada uma delas possui seus ritmos e suas próprias leis. Mas a nova alma somente pode nascer quando o eu, que se arroga a supremacia, se retira para segundo plano. É um longo processo no decorrer do qual a alma natural passa por profundas mudanças. É “o caminho que, através de espinhos, conduz às estrelas” (per aspera ad astra).

Foi a Estrela de Belém que guiou os Reis Magos até o local de nascimento do mestre Jesus Cristo e também é associada à estrela de cinco pontas. E por que é feita essa associação? Porque o nascimento da nova alma está relacionado com a festa do Natal que tem como etimologia variação do verbo latim Natalis, sendo este derivado do verbo “nascor” que significa “nascer”. Outro símbolo interessante do Natal (nascimento de Cristo) é a Árvore de Natal, uma espécie de pinheiro em espiral ascendente que no topo, recebe a estrela de cinco pontas envolta em um círculo, como uma representação da evolução da consciência rumo ao divino espírito. Assim como Jesus Cristo nasceu, o novo homem nasceu com ele e essa Luz desce no coração humano para purificar e restaurar o conjunto do sistema: o microcosmo e a personalidade que nele habita. O Pentagrama é por tanto, o símbolo do nascimento da nova consciência, de sua ascensão e evolução.

Podemos meditar sob a luz da Divina Estrela de cinco pontas e receber sua influência de cura, purificação e harmonização, mas essa nova consciência só pode nascer em nós se assim permitirmos, se abrimos mão de nossos egoísmos, nosso eu que visa apenas nossos próprios desejos e aspirações pessoais em benefício próprio, sem levar em consideração o que nos ensinam as virtudes, mais nos distanciamos do que de fato viemos fazer aqui. Mas claro que é importante também ter sonhos e aspirações pessoais, mas ao empreendê-los, lembre-se que atalhos não existem. O caminho do meio é reto e se dá através do amor, da justiça e da verdade.

Assim, é chegado o momento em que o coração, cansado de lutar e resistir, reconhece a mão que lhe estende o Amor divino e ousa segurá-La. Como em diversos Evangelhos é dito: chega até ele uma resposta, por meio do Espírito Santo. Em outras palavras, é experimentado o toque do campo de força purificador, renovador e curador. Permita-se ancorar seu pilar de Fé e caminha teus dias com a certeza do bom caminho que escolhestes, pois o Espírito representa ao mesmo tempo uma missão e uma graça.

A Luz sempre nasce na alma, em uma alma quíntupla, à imagem do pentagrama.

~*~

Ahoo!! Que simbologia luminosa! Agora vou contar um segredo pra vocês… Eu estou trabalhando em uma meditação guiada com o Pentagrama e está a coisa mais linda! Será lançada em breve aqui no jardim, mas por ora, você já pode convidar à estrela brilhar em sua vida e aprender com ela suas valiosas bênçãos já que agora você compreende em profundidade o que este símbolo realmente é.

Artigo por YanRam para O Grande Jardim.

Por favor, lembre-se de compartilhar trechos ou textos completos do blog sempre com os devidos créditos!

Gostou desse conteúdo? Me conta aqui embaixo nos comentários! ❤

Estamos abertos para receber DOAÇÕES que nos auxiliam a continuar compartilhando os estudos aqui no Grande Jardim. Faça parte dessa expansão e contribua no box no fim da página.

Simbologia dos Divinos Raios de Luz: Azul e Verde

Olá, queridos jardineiros! Hoje inicio aqui no Grande Jardim este estudo profundo onde esta eterna aprendiz que vos escreve traça um paralelo filosófico entre a simbologia dos Raios de Luz com passagens bíblicas e a sabedoria das antigas tradições, sincretizando também os Chakras e a Cromoterapia. A proposta desse estudo é integrar os saberes para que possamos compreender em profundidade como atuam os Divinos Raios de Luz e como eles se manifestam em nós e por meio de nós. Começo esta série de estudos abordando o Raio Azul e o Raio Verde. Espero que este artigo possa ser edificante em seus estudos e te convido a compartilhar suas reflexões e pensamentos conosco nos comentários 😉

Raio Azul: São Miguel Arcanjo

“O Amor ao Divino e ao Sagrado como Caminho de Vida”

A Luz do Raio Azul ativa em nós a força, vontade e a fé. É a vitória da Luz sobre as Trevas. Como virtude é a coragem que liberta. O São Miguel Arcanjo que triunfa sobre o dragão – visto como um modelo angélico para as virtudes do “guerreiro espiritual”, em guerra contra o mal, por vezes também visto como sendo a “batalha interna” – a que enfrentamos individualmente entre nossa personalidade e a nossa essência, que tanto deseja ser integrada e manifesta através do Divino em nós. É interessante associar aqui neste estudo como o Raio Azul também ilumina o Chakra da Garganta e o Chakra Frontal (terceiro olho) – ambos tem como elemento o Éter. O Chakra da Garganra representa o som, a vibração e junto com o Chakra Frontal exprime nossa capacidade de receber, assimilar e comunicar. Aqui podemos correlacionar esses aspectos: dependemos do Éter (visto em tradições antigas como um símbolo do sopro divino, e em alguns textos é por vezes considerado o próprio Espírito), para observar a realidade, e assim assimilar os fatos e responder à eles. É aí que entra a nossa força e vontade para manifestar (comunicar), superando os desafios com fé e evoluindo eternamente. Indo mais além, o Azul também simboliza a esperança, o amor das obras divinas, sinceridade e piedade. Integrando os conhecimentos, podemos dizer que o Raio Azul nos revela o dom de perceber o certo e o errado, ou seja, a Inteligência – escolher dentre, separar o joio do trigo e em atos e palavras agir nessa sabedoria. Nesse momento, inevitavelmente me vêm a passagem bíblica em que o Senhor através do verbo, deu Luz ao mundo; em Gênesis Deus disse: “Faça-se a luz!” E a luz foi feita. 1:3 Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. 1:4

Em outras linhas de estudos vemos o Raio Azul sendo associado ao Orixá Ogum, que também é um arquétipo de guerreiro espiritual e comumente é sincretizado à São Miguel Arcanjo na Umbanda. Já no Hinduismo, temos o Deus Shiva – que possui um pescoço azul por ter bebido um oceano de veneno para salvar a humanidade, o que me leva a pensar no aspecto da piedade, justiça e sabedoria divina desse Raio.

As propriedades de cura do Raio Azul se relacionam então as virtudes e qualidades citadas acima, nos auxiliando com a proteção de São Miguel Arcanjo com sua a Espada do Amor à Sabedoria e o Escudo da Coragem e da Fé para realizar as mudanças necessárias em nosso caminho evolutivo. Este Raio também nos ajuda a reconhecer nosso verdadeiro propósito em vida e a curar nossa comunicação. Na Cromoterapia pode ser usado para reduzir a ansiedade, a angústia, o medo e as aflições.

Raio Verde: São Rafael Arcanjo

“Amar Tuas Virtudes e através da Sabedoria, Agir em Amor”

O Raio de Luz Verde ativa em nós a verdade, o autoconhecimento e a cura. É a Luz da Cura de Deus, São Rafael Arcanjo – portador da virtude da cura, do dom da transformação, da beleza curativa – geradora de harmonia. A força do Raio de Luz Verde é a da Verdade e quando associado ao sistema de Chackras, essa luz ilumina o Chakra Cardíaco (Coração) – tem como elemento o Ar e representa o Amor Incondicional. Para muitas tradições, o Coração é considerado o grande elo do nosso corpo físico com os sutis. Nas tradições cristãs, o símbolo do coração é visto como o cálice onde se recebe a Água Viva que é a própria Verdade de Deus. Quando associamos esses aspectos e simbologias, podemos compreender que é a Verdade que possibilita o autoconhecimento e a cura, pois sem reconhecermos a Verdade de nosso coração, a cura não é possível. João 8:32 – Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Só quando nos permitimos à adentrar o nosso templo interior em busca da verdade é que podemos acessar a Fonte de Água Viva e curar nossas dores, traumas e fragilidades, mas também nos relembrar de nossas qualidades, dons e virtudes. Assim, liberamos todas as mentiras e enganações que haviam se erguidos como muros em volta do nosso centro divino. Indo além, o Verde também simboliza a imortalidade, a vitória da vida sobre a morte, pois aquilo que pensamos que seria nossa morte (ao nos deparar com nossas sombras), na Verdade nos transforma em um corajoso pilar de força e luz. Essas são as curas físicas e espirituais através do poder de Deus. Integrando os conhecimentos, podemos dizer que o Raio Verde nos revela o dom da sabedoria do coração, o discernimento de saber orientar e escutar, de animar a fé e a esperança das pessoas. Só quando conhecemos a Verdade do nosso coração é que somos capazes de orientarmos bem a nossa vida e a de quem nos pede um conselho.

Em outras linhas de estudos vemos o Raio Verde sendo associado ao Orixá Oxóssi, que também é um arquétipo de conhecimento e de cura. Interessante notar que há algumas imagens de São Arcanjo Rafael onde ele porta uma espada ou flecha afiada – e a flecha é um dos elementos também do Orixá Oxóssi, porém este Arcanjo é comumente sincretizado com outro Orixá, assim como Oxóssi se sincretiza com São Sebastião. Já no Budismo, temos a Tara Verde – deusa da compaixão universal, da iluminação e das ações virtuosas. Diz-se que ela é a mãe de todos os Budas. A palavra Tara significa “libertadora”. 

As propriedades de cura do Raio Verde se relacionam então as virtudes e qualidades citadas acima, nos libertando através da Verdade do Amor Incondicional que nos ensina a compaixão e o perdão. Purifica e harmoniza nossas emoções, trazendo luz à consciência centrada no coração. Na Cromoterapia, a luz verde pode ser usada para tranquilizar a mente, reduzir o estresse e restaurar o equilíbrio.

~*~

Ahoo! Que bela semente aqui no Jardim. É com muito Amor & Gratidão que me coloco para servir à Sabedoria, sendo esta o farol que ilumina a humanidade. Porém, cabe à cada um de nós meditar e refletir sobre os ensinamentos e principalmente, colocá-los em prática afim de evoluirmos. SOMOS UM.

Artigo por YanRam para O Grande Jardim.

Por favor, lembre-se de compartilhar trechos ou textos completos do blog sempre com os devidos créditos!

Gostou desse conteúdo? Me conta aqui embaixo nos comentários! ❤

Estamos abertos para receber DOAÇÕES que nos auxiliam a continuar compartilhando os estudos aqui no Grande Jardim. Faça parte dessa expansão e contribua no box no fim da página.

Leia também:

Meditações e Afirmações para curar cada um dos Chakras

Curando os 7 Chakras com Ervas e Plantas

Os 7 Arcanjos e seus poderes de cura

‘Como acima, assim abaixo’: o que outras dimensões realmente significam?

Eu sei que os leitores do Grande Jardim geralmente são abertos à expansão da consciência e que possuem a curiosidade com apurado senso de investigação. Portanto, neste artigo vamos falar sobre as “outras” ou “superiores” dimensões sob as concepções do reino da ciência baseada no Observador e da ciência objetiva, levando em consideração também noções da física quântica.

Você gosta do nosso conteúdo? Apoie nosso trabalho doando a quantia que sentir no coração. (campo de doações no fim da página).

Palestrantes como Bernardo Kastrup discutiram em seu livro, “Why Materialism is Baloney” (tradução livre: “Porque o Materialismo é Bobagem”) e Menas Kafatos e Jay Kumar apresentaram conceitos convincentes para expandir os estudos sobre as dimensões. Para começar, o Dr. Kafatos comparou os aspectos essenciais de uma nova ciência baseada no observador com a nossa ciência atual, a ciência objetiva.

Vale lembrar que inúmeras religiões e sistemas de crenças também creem em outras dimensões da existência, inclusive aqui no Jardim tem estudos interessantíssimos sobre, como: Axis Mundi: O Grande Eixo entre as Dimensões. Esse conceito de outras dimensões ou dimensões superiores não é novo e inclusive é a base da Kabalah Judaica e tantas outras religiões como o Espiritismo e a Umbanda. Mas para além, como a ciência objetiva percebe e trata as “outras dimensões” e tantos outros temas? Montamos uma tabela comparativa entre a visão da ciência baseada no observador e a ciência objetiva com base nos estudos do Dr. Kumar e Dr. Kofatos, que segue:

Interessante observar essas noções quando colocados em paralelos, não é mesmo? Aqui também exemplificamos o que o Dr. Kumar demostra ser a fatia limitada das energias observáveis ​​e mensuráveis ​​que nossos sentidos e nossos instrumentos científicos fornecem:

O diagrama acima demonstra o espectrum total das ondas eletromagnéticas. A escala inicial se dá em objetos representativos que equivalem a escala do comprimento da onda. A opacidade atmosférica determina quais radiações impactam a superfície da Terra.

Então, como esquematizado no quadro acima podemos perceber que existem diversas dimensões e compreendemos também que as diferentes dimensões existem aqui na Terra, evolvem a Terra e estão para além dela, no Universo. Assim como a nossa dimensão da realidade é diferente quando comparada à dimensão de realidade da formiga, assim se dá entre as dimensões. Elas são inúmeras – porém tanto nós quanto as formigas somos atravessados por todas elas, estando nós conscientes disso ou não.

Outro cientista proeminente, Dr. Robert Lanza, propôs a teoria do biocentrismo para começar a explicar as limitações de nossa visão da realidade e expandi-la além de nossa estreita capacidade sensorial. Ao reconhecer essas tendências, somos levados à visão de que a própria consciência está e é tudo, por tanto, a consciência é central e necessária para qualquer perspectiva, científica real e viável, e geralmente isso leva à discussão de outras dimensões.

Escritores de ficção científica que desejam fazer viagens no tempo muitas vezes falam do Tempo como uma “quarta dimensão” e, claro, a teoria da relatividade de Einstein abordou a noção de “Espaço-Tempo” como uma função de uma curvatura em todo o espaço, e experimentos científicos confirmaram muitas das suas teorias.

(Vale a pena notar que a lendária série Twilight Zone se referia a uma quarta dimensão do “Tempo”. Eu adorava essa série quando criança rsrs)

Mas ao olharmos para o espaço, o que significaria outra dimensão? E podemos começar a conceituá-la de alguma forma significativa? A metáfora e analogia são aliadas na abordagem comum e no filme Flatland os  animadores fizeram um excelente paralelo que demonstra como nossa terceira dimensão (o eixo X em 3D) pode afetar os habitantes de um mundo limitado a apenas duas dimensões. Inclusive, esse filme está disponível na nossa sessão Documentários. Recomendadíssimo!

Já um místico e filósofo que é pouco conhecido e amplamente ignorado pela ciência dominante foi GI Gurdjieff. Muitos dos ensinamentos de Gurdjieff eram enigmáticos, mas ele aludia à capacidade de se conectar energicamente com inteligências superiores em outras dimensões, mudando alquimicamente o próprio ser – de modo a ser capaz de receber tais influências.

O que me fascinou na abordagem de Gurdjieff foi sua ressonância com ideias herméticas de níveis Cósmicos – o conceito de “Como acima, assim abaixo” – para começar, já descreve como a realidade se dá. Tudo que está dentro, está fora, assim como tudo que está acima, está abaixo. Então, podemos concluir que assim como aqui existe essa dimensão de experiência, acima também. Essa frase elucida e explica a possível existência de mundos infinitos – e aborda, por exemplo, a experiência inexplicável de olhar para as estrelas e não encontrar “fora” e de meditar o suficiente e não encontrar o limiar do “dentro”.

Isso me levou à descoberta da Teoria da Influência Celestial de Rodney Collin (link para download do PDF), que tenta fornecer mais detalhes de como a cosmologia de Gurdjieff pode se desdobrar. Collin foi aluno direto de PD Ouspensky, aluno de Gurdjieff, mas cujo clássico Em Busca do Milagroso é uma narrativa fiel de seu trabalho com o próprio Gurdjieff.

O trabalho de Collin também começa a colocar a própria humanidade na posição de ser capaz de discernir essas relações a partir de sua posição “mediana” e seu potencial para evoluir tanto intelectual quanto espiritualmente. Isso ressoa com o trabalho de Schwaller de Lubicz, um arqueólogo que sustentou que o Templo de Luxor era na verdade um modelo da fisionomia humana do humano supremo (Faraó) como o modelo para o desenvolvimento humano dentro da ciência sagrada do antigo Egito .

Em muitas eras e estudos, o corpo humano é considerado como o mais universal de todos os símbolos. Leia aqui: Simbologias no Corpo Humano – “Os Ensinamentos Secretos de todas as Eras” (1928)

Mas vamos ler agora um trecho que descreve brevemente a hierarquia da cosmologia de Collin:

Visto de outro ponto de vista, este “meio” é composto pelas seções dos mundos superiores. Já comparamos nosso Sistema Solar dentro de uma seção da Via Láctea com uma célula dentro de uma seção do corpo humano. A célula para a seção humana, e nosso Sol para a Via Láctea, são como pontos para planos. Assim, podemos dizer, como lei, que o meio no qual qualquer mundo vive, se move e tem seu ser para ele como um plano está para um ponto. A seção transversal do corpo humano é o plano no qual a célula se move; a superfície da Terra é o plano da Natureza em que o homem se move; a eclíptica do Sistema Solar é o plano em que a Terra se move; e o disco da Via Láctea é o plano no qual o Sol se move.

Teoria da Influência Celestial, pág. 32

Outra citação interessante:

“’Eternidade”, como usado neste livro, não se refere a uma extensão infinita de tempo, pois todo tempo é finito e limitado por “vidas”. Significa, como supunham os teólogos medievais, uma dimensão “fora do tempo”, formada pela repetição do próprio tempo. (página 36)

A Influência Celestial, nota de rodapé em pág. 36

O ponto saliente aqui que novamente ressoa com outros ensinamentos místicos é que nosso sistema solar tem seu próprio “ano” girando em torno do sistema estelar binário Sirius – entre nosso próprio ano solar e a revolução do sistema Sirius em torno da Via Láctea.

É claro que recentemente os astrônomos descobriram bilhões de novas galáxias e até encontraram aglomerados galácticos que parecem se mover em outros padrões revolucionários. Da perspectiva de Collin, no entanto, nossa capacidade de medir esses movimentos é análoga a uma célula do corpo humano ser capaz de discernir, potencialmente, a revolução da Terra em torno do Sol – é de uma escala incomensuravelmente maior, mas a relação (como acima então abaixo) pode ser aplicada.

E em cada nível, o cosmos superior seria acessível apenas da perspectiva de um “ponto”; que é da mais estreita das frequências, mas ainda com potencial para receber informações – se o receptor (humano ou instrumento) estiver sintonizado corretamente.

Como penetrar nesse tipo de ensino e potencialmente contatar e descrever mundos de outras escalas? E existem seres no cosmos com tal habilidade – seja física ou etérea?

Estas são as questões a serem seriamente abordadas por qualquer ciência que não tome como certa a objetividade da investigação humana. Leia também: As Teorias e os Estudos dos Mundos Paralelos

A existência de outros mundos, civilizações e dimensões sempre foi algo que aguçou a curiosidade humana e uma prova disso é o maravilhoso filme clássico de ficção científica que começou a arranhar a superfície dessa investigação no cinema, “O Incrível Homem que Encolheu”, de 1957, que contou com os lendários efeitos especiais de Ray Harryhousen. Separamos o finalzinho para você ver, se quiser, é só clicar aqui. Assistimos a estória de um homem que de alguma forma entrou no mundo “nano” e tem que lutar com criaturas que agora são muito maiores, como uma aranha e um gato, e que finalmente encolhe para onde pode experimentar o mundo como ele é. Esse homem então se percebe como Um com o Todo ao experienciar diferentes dimensões da realidade.

A nossa existência é um mistério que vem sendo desvelado ao longo das eras através da experiência humana e os campos de conhecimento, mas ainda há muito muito que não sabemos. Tantas outras questões que suponhamos. Pra mim, está muito claro a existência de diferentes dimensões e outros seres etéreos, tanto no Universo quanto aqui, na própria Terra, entre os reinos vegetal, elemental, animal, e porque não, espiritual e astral. Ahh, como sou feliz de estar aqui nesse planeta, vivendo e aprendendo.

SOMOS UM. GRATIDÃO. Compartilha sua opinião aqui com a gente? Conta nos comentários o que você pensa sobre esse assunto.

Você gosta do nosso conteúdo? Apoie nosso trabalho doando a quantia que sentir no coração. (campo de doações no fim da página).

Tradução e adaptação por YanRam para O Grande Jardim.

Por favor, lembre-se de compartilhar trechos ou textos completos do blog sempre com os devidos créditos!



			

Contos de Visitantes de Outros Mundos da Antiguidade Clássica

Hoje em dia há vários relatos e estudos referentes à seres extraterrestres. Inclusive, a NASA e o Governo Americano recentemente tem levado mais a sério esse assunto. Diversas linhas espiritualistas se relacionam com seres estelares e/ou extraterrestres e grandes mestres ascencionados são considerados seres de outras dimensões ou “outros mundos”. Mas hoje, nesse artigo vamos falar sobre a mitologia antiga à respeito desse assunto. Mas primeiro de tudo…

O que é “Antiguidade Clássica?”

Relatos do que os humanos modernos chamariam de “objetos voadores não identificados”, ou OVNIs, existiram ao longo da história. Sem informações históricas contextuais, no entanto, é difícil encontrar explicações científicas para tais fenômenos. Curiosamente, resta pouco estudo científico sério desses eventos históricos, apesar de numerosos livros terem sido escritos sobre o assunto. Hoje, a maioria está familiarizada com o programa de televisão “Ancient Aliens” (em português, “Seriam os Deuses os Astronautas?”), um programa desde sua estreia até hoje é duramente criticado por hipóteses de longo alcance sobre visitas de seres extraterrestres no mundo antigo. Mas e se houver algum mérito nessas ideias? Afinal, a Terra nem sempre foi chamada de Terra – este planeta recebeu muitos nomes no passado. O nome ‘Terra‘ vem de Tellus, deusa do solo fértil no panteão romano, equivalente a Gaia, que para os gregos representava a ‘Mãe Terra‘.

Você gosta do nosso conteúdo? Apoie nosso trabalho doando a quantia que sentir no coração. (campo de doações no fim da página).

E ao longo da história, a Terra foi visitada inúmeras vezes por outros seres de algum lugar “fora do mundo”. Basta ver o folclore e a mitologia antigos para observar esses eventos. Muito do conhecimento antigo foi relegado à categoria de mito religioso, mas e se essas histórias fossem realmente eventos factuais? Para ser claro, “Antiguidade clássica” cobre aproximadamente o tempo entre o século VIII aC e o século VI EC. Dentro deste período de tempo, existem muitas histórias de visitas de seres que não eram deste mundo. Esses seres costumam ser chamados de deuses, espíritos e monstros.

Nada no Universo é único e solitário e, portanto, em outras regiões deve haver outras terras habitadas por diferentes tribos de homens e raças de animais.” — Lucrécio

O Profeta Elias

O livro de 2 Reis 2 na Bíblia relata a história de Eliseu e do profeta Elias. Elias possuía a habilidade de invocar chuva e tinha poder sobre corpos d’água. Por isso, ele foi chamado por aldeias que sofrem com a seca. Quando Elias faleceu, Eliseu pediu duas vezes para possuir o espírito de Elias e subirem aos céus juntos. O capítulo fala de uma carruagem com cavalos de fogo que de repente apareceu do céu e divide os dois homens. Elias pisou na carruagem e, num redemoinho, foi levado ao céu. Ele nunca mais foi visto.

A história de Ezequiel

Outro relato bíblico de visitação fora do mundo é a história do profeta Ezequiel. Deus apareceu a ele nas margens do rio Chebar no século VI aC, acompanhado por criaturas misteriosas com quatro asas e quatro faces. Eles apareceram no ar em meio a nuvens e fogo e foram acompanhados por um objeto não identificado. Os objetos eram rodas dentro de rodas e tinham “olhos” estranhos por todo o lado. As rodas ou aros voavam no ar. Enquanto Ezekiel observava, eles pousaram por um momento no chão e depois voaram no ar novamente. Eles sombrearam os movimentos das criaturas aladas. Então, de repente, Deus apareceu sentado em um trono de fogo.

O Povo do Céu

Ao longo das histórias dos nativos americanos há histórias do Povo do Céu. Por exemplo, a história da criação dos iroqueses fala do Povo Céu (Sky People) vivendo no Mundo do Céu (Sky World). De acordo com sua lenda, o mundo não era como é conhecido agora. Era uma vez um mundo aquático. Apenas animais que poderiam sobreviver sem terra e criaturas do ar habitavam o mundo.

O Povo do Céu são frequentemente referenciados em tribos indígenas nas Américas.

Da mesma forma, como na lenda dos Blackfoot, as pessoas acima ou os seres do céu, foram as primeiras criações de seu deus, Apistotoke. O Sol, Natosi, foi o primeiro Ser do Céu a ser criado e é bem visto pelo povo Blackfoot. Outro Ser do Céu é a deusa da Lua, Komorkis. A lenda conta que o Povo do Céu vive em sua própria terra e possui sua própria sociedade acima das nuvens. Isso é simplesmente uma personificação das estrelas e planetas, ou essas lendas podem ser levadas ao pé da letra?

Estes são apenas dois exemplos da tradição indígena. Além disso, as tribos Hopi fizeram desenhos rupestres de Kachinas (seres espirituais). Os estudiosos interpretaram esses desenhos como ligações entre as origens das tribos Hopi e Zuni com o “povo das estrelas”.

Encontros sobrenaturais no hinduísmo

O povo da Índia tem tradições semelhantes às das tribos indígenas das Américas. De acordo com os Vedas, o céu representa o reino dos deuses e é seu lar. Os deuses hindus vivem nas regiões mais altas do céu, enquanto os mortais vivem na Terra. Os mortais procuram os deuses em busca de apoio. Asuras são retratados em textos indianos como semideuses sobre-humanos potentes com qualidades positivas ou negativas. De acordo com a literatura védica primitiva, os Asuras positivos são chamados Adityas. Varuna os lidera. No entanto, os desagradáveis ​​são chamados Danavas e são liderados por Vritra.

Indra, um guerreiro que monta uma carruagem solar pelo céu e brande um raio é o principal deus dos Vedas. Ele é considerado um deus da tempestade que traz chuva para fertilizar o solo ressecado da Índia. Isso tem uma notável semelhança com a história de Elias relatada anteriormente neste artigo.

Na mitologia hindu, Vimana são os veículos voadores pelos quais os deuses e seus avatares viajam de um lugar para outro. O Ramayana , datado do século V ou VI aC, faz menção a essas carruagens voadoras. Por exemplo, o Livro 6 Canto CXXIII diz:

O carro mágico:

Não é minha a carruagem maravilhosa,
chamada Pushpak, forjada por mãos divinas.
Esta carruagem, guardada com o máximo cuidado,
Te conduzirá pelos campos do ar,
E tu iluminarás
incansavelmente Na cidade real de Ayodhyá.

Dragões

Uma das primeiras criaturas a aparecer nos contos e lendas da China antiga são os dragões. Essas criaturas são descritas como bestas gigantes e ágeis que vivem em fontes de água ou nuvens. O dragão chinês é particularmente poderoso, e a lenda sugere que é acompanhado por relâmpagos e trovões enquanto voa pelo ar.

Dragões são criaturas poderosas na mitologia chinesa que vêm do céu.

Não está claro quando a lenda do dragão apareceu pela primeira vez. Os historiadores sugerem uma ligação com histórias sobre arco-íris serem ‘serpentes do céu’ porque são vistos após chuvas ou em cachoeiras. Dragões de jade esculpidos foram escavados em locais da Distania Hongshan que datam de 4500-3000 aC, embora relatos escritos dessas criaturas ainda não tivessem aparecido. Um famoso mito sobre um dragão gira em torno de Yu, o Grande (c. 2070 aC), que foi o fundador da dinastia Xia. A lenda afirma que um dragão e uma tartaruga vieram em auxílio de Yu, o Grande, na gestão das águas da enchente que devastaram o reino. Eles ajudaram a controlar as águas, estabelecendo um melhor sistema de irrigação.

Os antigos agricultores chineses acreditavam que os dragões traziam a chuva e a água necessárias para ajudar suas plantações. Acreditava-se também que os dragões eram responsáveis ​​por outros eventos meteorológicos, como relâmpagos, tempestades de granizo, trovões, ventos fortes e tornados. Essa conexão entre dragões e água é interessante porque é semelhante a como Elias (na Bíblia) e Indra (na mitologia hindu) também eram conhecidos por sua conexão com a água e a irrigação.

Um grande universo

O Universo é infinito. No entanto, há uma parcela da população que nunca acreditará que existem seres além daqueles na Terra que visitam nosso mundo de tempos em tempos. Por outro lado, há também uma parte da população que continua a acreditar que os humanos não podem ser a única vida inteligente. Como tudo no mundo, a crença se baseia em opiniões individuais. Pode-se argumentar que esses contos são fantasiosos ou criados a partir da superstição. Também pode-se argumentar que o que os humanos antigos viram e explicaram foi simplesmente uma identificação errônea de algo comum pelos padrões modernos. No entanto, o fato de várias culturas antigas compartilharem mitologias semelhantes sobre outras entidades que visitam de “cima” certamente sugere uma semente de verdade. E você, o que pensa sobre?

~*~

Você gosta do nosso conteúdo? Apoie nosso trabalho doando a quantia que sentir no coração. (campo de doações no fim da página).

Ahoo!! Que interessante é conhecer nossas raízes mitológicas ❤ Estarei voltando aos poucos com as postagens por aqui, saudades de compartilhar sementes de saberes com vocês!

Compartilhe essa semente com alguém querido! Até breve.

Referências no corpo do artigo original em inglês de Exemplore, escrito por BR. Williams, um historiador do folclore com formação em história e para ele, dentro de cada história há uma semente da verdade.

Traduzido e adaptado por YanRam para O Grande Jardim.

Por favor, lembre-se de compartilhar trechos ou textos completos do blog sempre com os devidos créditos!

Os Totens Animais dos 13 Tons Galácticos

Olá, seja bem vindo a mais um artigo aqui do Grande Jardim. Neste post, falaremos sobre os Totens Animais que estão associados aos 13 Tons Galácticos do Calendário da Paz de 13 Luas e 28 Dias (Tzolkin). Caso você não esteja familiarizado com esse calendário, recomendo a leitura desse outro artigo aqui do site: O que é o Tempo? A Teoria da Relatividade e o Calendário 13 Luas. Mas, de forma resumida e introdutória o Calendário de 13 Luas é um instrumento sincrônico e harmonioso que foi criado para substituir o Calendário Gregoriano de 12 meses (utilizado pela maior parte da nossa sociedade).

Continuar lendo “Os Totens Animais dos 13 Tons Galácticos”