O que é o Tempo? A Teoria da Relatividade e o Calendário 13 Luas

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Esse tal de tempo que passa lento mas às vezes correndo, de um jeito que mal vejo se não estou atento aos momentos. Os momentos que compõe o tempo ou o tempo que compõe os momentos? É um paradigma, de fato.

O que é o tempo? O que percebemos como tempo? Como definimos e marcamos o tempo?

Essas são perguntas muito profundas se você pára um momento para refletir… Mas, logo vem a associação do Dia & Noite através do Sol & Lua, as Estações e suas respectivas transações em nossa mente como marcadores e expressões do tempo. Desde as percepções ancestrais aos estudos científicos, hoje nosso estudo é uma viagem no tempo do sentir humano!

A Teoria da Relatividade de Einstein e o Relógio Atômico

O tempo é simultaneamente um dos conceitos mais ilusórios e familiares que existem. Familiar porque experimentamos o tempo em todas os momentos da nossa vida de vigília, ilusórias porque impede toda noção de senso comum que já tivemos. O tempo passa da mesma maneira, não importa onde você esteja. O tempo só pode mover-se para a frente. O tempo se move à mesma velocidade quando você está movendo, como acontece com as pessoas que estão paradas. Estas são crenças comuns sobre o tempo em que a ciência, especificamente a teoria da relatividade de Einstein, provaram serem falsas! Einstein começou a pensar no tempo em termos de suas raízes da existência, ao contrário do mecanismo criado por nós e que está muito distante da noção de relógio. Suas descobertas nos explicaram que o tempo é muito mais do que a nossa experiência comum nos diz.

O conceito de “AGORA” é simplesmente uma ilusão holográfica

Uma das idéias fundamentais de Einstein é que nós experimentamos um tempo relativo à luz. Quando olhamos para o sol, não estamos tecnicamente vendo o sol como é “agora”. Estamos vendo a luz que foi emitida pelo sol há mais de 8 minutos. Percebemos que as coisas acontecem “agora” apenas no momento em que a luz refletiu um determinado objeto e chegou aos nossos olhos. Mas não existe um “estado de agora” universal. Tudo depende de onde você está.

Quando observamos as estrelas, vemos a luz de algumas estrelas que não existem mais. Estamos observando a luz que vem viajando por milhões de anos, mas como a luz está chegando aos nossos olhos nesta instância, percebemos a estrela como existente no agora. É possível que, se você pudesse ver instantaneamente a origem da luz, não haveria mais nada lá. Imagine se estivéssemos em um local diferente, um que está a mais 100 anos-luz de distância da Terra e da estrela dada. Nós não experimentaríamos essa estrela como existente até que mais 100 anos se passassem e a luz finalmente chegasse até nós. Isso implica que nosso universo funciona como um holograma gigante, e é por isso que Einstein e outros físicos acreditam que os conceitos de passado, presente e futuro são ilusórios.

Quanto mais rápido você viajar, mais lento o tempo passa

Isso não quer dizer que quanto mais rápido você estiver viajando, mais lento você percebe o tempo passando. Isso significa que o tempo em si realmente passa mais devagar, incluindo os segundos físicos que marcam no relógio.

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Relógio Atômico

Como sabemos que isso acontece? Em 1971, um relógio atômico foi movido em um jato e comparado a um relógio semelhante que permaneceu no chão. Um relógio atômico é o relógio mais preciso inventado por humanos até hoje. Este relógio funciona com a freqüência natural de um átomo de césio, um átomo que oscila, ou faz “tique-taque” em mais de 9 bilhões de ciclos por segundo. Isso nos permite medir e comparar intervalos de tempo extremamente pequenos. Os resultados desta experiência foram exatamente o que a teoria de Einstein havia previsto. O relógio no jato e o relógio no chão já não mostravam o mesmo tempo após o voo. A diferença era pequena, pois era apenas mensurável em nanosegundos. O efeito foi visto em cada teste. A teoria de Einstein colocou-se à prova.

Como o tempo-espaço se distorce, assim faz nossa percepção de objetos físicos

Quanto mais rápido um objeto estiver viajando, menor é o aspecto de um corpo que está em repouso ou que viaja mais devagar. Este diagrama ajuda a visualizar esse efeito em ação. V significa velocidade ou velocidade. e C significa a velocidade da luz. A velocidade da luz é medida em 186,000 milhas por segundo (mps). O diagrama indica V = 0.3C, o que significa que a esfera está viajando a 30 por cento da velocidade da luz (55.800 mps).

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Observe como há uma diferença menor na contração entre 0 e 0,3C, enquanto há uma enorme diferença entre 0.6C e 0.9C. A velocidade da bola aumentou na mesma quantidade, mas o comprimento da bola contraiu significativamente mais de 0.6C a 0.9C. Isso ocorre porque quanto mais próximo um objeto se acelera em direção à velocidade da luz, mais o tamanho do objeto será contraído por cada milha por hora ganha. A maioria de nós não viajou mais rápido do que um avião Boeing 747, que atinge velocidades de cerca de 567 mph (0.1575 mps). A velocidade da luz viaja mais de 1.180.952 vezes mais rápido do que isso. Porque viajamos tão devagar, não podemos notar esse efeito. Mas acontece, e é mais uma prova de que a forma como o nosso universo funciona não é o que nossa percepção comum nos diz.

Viajar no tempo não é impossível e todos nós já fizemos isso em algum nível

Há muitas pessoas no mundo científico que consideram a viagem no tempo como impossível, mas não é bem assim. Nós viajamos a tempo todos os dias. Talvez não para outras dimensões ou outras linhas de tempo, mas a teoria de Einstein nos permite entender que a medida em que o tempo passa muda em relação à nossa velocidade. Portanto, sempre que nos deslocamos, retardamos a quantidade de tempo que passa em nosso quadro de referência, em comparação com o nosso entorno. Esse efeito realmente nos leva ao futuro, como o vídeo abaixo explicará. Além disso, as equações de Einstein e outros físicos que compõem a Teoria da Relatividade funcionam, além de avançar no tempo, enquanto se movem para trás no tempo. Esses fatos certamente estabelecem uma base teórica para fazer com que a pesquisa de viagens do tempo seja um esforço científico valioso. Esse incrível documentário do Stephen Hawking explora bem essas ideias! Recomendadíssimo.

As descobertas científicas de Einstein nos levam mais perto da sabedoria antiga

É comum ver uma divisão dicotômica entre ciência e filosofia antiga, mas a teoria de Einstein realmente ajuda a unir nossa compreensão do tempo com alguns princípios sagrados do Budismo. Einstein foi o primeiro cientista moderno a pensar em espaço e tempo como intrinsecamente conectado. Ele renomeou o plano em que existimos como “espaço-tempo de quarta dimensão”. No entanto, esta não é uma ideia nova. Um antigo conceito de filosofia budista é o de “ser-tempo” (u-ji). “Ser” representa a nossa existência nas três dimensões espaciais, enquanto o tempo representa a quarta dimensão. Havia também um reconhecimento da natureza ilusória do tempo. O conceito budista de “tempo zero” explora como não há distinção entre passado, presente e futuro. De acordo com essa filosofia, tudo o que experimentamos é apenas uma série de momentos presentes, o que significa que existe um momento dentro de todos os tempos. Isso é muito comparável às idéias de Einstein de que o tempo é apenas uma ilusão, e que o que está acontecendo “agora” é relativo à onde você experimenta o evento. Isso nos leva a questões mais filosóficas sobre nossa existência. Desde que o tempo foi entendido tão profundamente pela filosofia budista, que outras formas de sabedoria antiga podem nos ajudar a ampliar nossa compreensão da natureza da realidade? Com uma descoberta tão grande que prova que nossa experiência pessoal de tempo não nos diz sobre sua verdadeira natureza, de que outra forma nossa realidade e nossa percepção do senso comum nos enganam?

 

Como citado acima, tal compreensão do espaço-tempo desde tempos ancestrais fora percebido pelo Oriente, que usavam Calendários Lunissolares, o mesmo ocorreu no Ocidente com as Civilizações Mesoamericanas como os Maias e os Astecas, que sentiam o tempo como uma energia viva não linear e expressavam isso através de dois calendários unificados. Um deles era regido pelo Sol e outro pela Lua, cada qual com significados e objetivos diferentes.

O Calendário Maia – Tzolkin e Haab

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O tempo era sagrado para os maias, o calendário seguia uma lógica circular e não linear, formando ciclos repetitivos que assumiam um caráter religioso que era fundamental para a organização da sociedade Maia. Os maias possuíam dois tipos de calendários em forma de roda (engrenagem): O Tzolkin era um calendário ritualístico, que tinha a função de organizar o  cotidiano religioso dos maias e  o Habb calendário terrestre (solar), tinha por característica a observação dos fenômenos físicos do Planeta, como por exemplo, a utilização da agricultura, o estudo das estações do ano e suas interações, bem como os fenômenos meteorológicos, ambos totalizando 18.980 dias, formando um ciclo de 52 anos.

O calendário possuía ciclos diferentes sendo caracterizado da seguinte forma, o Tzolkin com sua engrenagem menor possuía um ciclo de 13 meses de 20 dias, completando um ano santo de 260 dias e o Habb possuía um ciclo que era dividido em 18 meses de 20 dias, mais um período de 5 dias, dando um total de 365 dias formando o ano civil. Por conseguinte, no prazo de 52 anos, a engrenagem Haab perfaz somente 52 revoluções enquanto o Tzolkin necessita 73 revoluções. No entanto, dentro de 52 anos, ambas as engrenagens (calendário) completam os ciclos de 18.980 dias onde é acrescido no final de cada ciclo 13 dias para compensar os anos bissextos, pois a órbita da Terra ao redor do Sol não é exata exigindo uma correção no calendário. É nítido o grande conhecimento matemático, físico e astronômico da Civilização Maia, nos levando a uma profunda reflexão sobre o passado histórico do Continente Americano.

O Calendário Asteca e a Pedra do Sol

Este povo habitou a região do México até meados do século XVI. Este calendário era baseado no ano solar, assim possuindo 365 dias sendo 18 meses com 20 dias. O calendário asteca possui semelhanças com o calendário maia, embora não se pareça com um calendário, denomina-se-o assim, pois na verdade, existem dois sistemas de contagem mais ou menos independentes. Um calendário, chamado de Xiuhpohualli, tem 365 dias e descreve os dias e rituais relacionados com as estações do ano, e por isso pode ser chamado de o ano agrícola ou o ano solar. O outro calendário tem 260 dias. Em Nahuatl, a língua dos astecas, é chamado a Tonalpohualli ou, o de contagem de dias, que é o calendário sagrado, pois seu principal objetivo é o de um instrumento divinatório. Ele divide os dias e rituais entre os deuses. Para a mente asteca isso é extremamente importante. Sem ela, o mundo em breve chegará ao fim.
Os Astecas tinham conhecimento precisos sobre a duração do ano, a determinação dos solstícios, as fases e eclipses da Lua, a revolução do planeta Vênus e diversas constelações, como as Plêiades e a Grande Ursa. Eles atribuíam uma atenção especial à mensuração do tempo, numa aritmética que tinha como base o número 20. Ao fim de cada período de 52 anos, acendia-se o “Fogo Novo” no cimo da montanha de Uixachtecatl. Isto era denominado “liga dos anos”. Era comemorado como um verdadeiro “Reveillon” místico com sacrifícios, danças, renovação de utensílio domésticos, etc.

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Uma das mais belas peças da escultura religiosa mesoamericana é a Pedra do Calendário (1500 EC). Tem 3,5 metros de diâmetro, pesa 24 toneladas e é mais precisamente chamada de Piedra del Sol, pois é uma imagem esculpida da cosmogonia com as cinco idades ou “sóis” do universo. Na periferia de uma série de círculos concêntricos estão duas gigantes serpentes de fogo cujas caudas pontudas se juntam na data (13 Caniço) da criação do quinto sol. Essas serpentes encerram uma série de símbolos de estrelas e raios solares ligados a vinte sinais diários do calendário asteca. A seção central divide-se em quatro painéis quadrados que significam as quatro idades do Universo – Sol do Jaguar, Sol do Vento, Sol da Chuva e Sol da Água (Ceanahuac) – , que rodeiam e constituem o glifo correspondente à idade asteca, Sol do Movimento. O rosto principal pertence, provavelmente, a Tonatiuh, Deus do Sol, cuja língua projetada para fora é uma faca sacrifical. De cada lado do rosto vêem-se garras de jaguar segurando corações humanos. O significado simbólico da imagem é que, para os astecas, a sua idade era da Idade do Centro, que incorporava todo o espaço e todo o tempo universais.

O Calendário Gregoriano

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Atualmente a nossa sociedade utiliza, em sua maioria, o Calendário Gregoriano para controlar o tempo. Ele foi estabelecido no Vaticano pelo Papa Gregório XIII, em 1582 e adotado imediatamente por Espanha, Itália, Portugal, Polónia e, posteriormente, por todos os países ocidentais. A mudança do calendário juliano ou antigo para o calendário gregoriano ou moderno não teve lugar ao mesmo tempo em todo o mundo, o que causa uma certa confusão na harmonização de datas e na datação de eventos entre os séculos XVI e XX. Antes disso, a palavra “calendário” nem mesmo existia. Esse termo vem da palavra “calenda”, que significa “livro de cobranças“, pois ele era utilizado pela monarquia no início da civilização para arrecadar impostos a favor do rei.  É composto por 12 meses irregulares e desarmoniosos com diferentes números de dias em cada mês. Em alguns temos 28 dias, em outros 30, outros 31…Além disso, os nomes de cada mês nem mesmo correspondem ao seu significado:

O mês de julho, por exemplo, foi nomeado dessa forma para homenagear Júlio César, líder romano. Agosto, que antigamente tinha o nome “Sextil”, teve sua nomenclatura alterada porque Augusto César queria um mês com seu nome também. Além disso, não podemos esquecer de mencionar que Setembro significa sete, mas é o nono mês. Outubro significa oito e é o décimo. Novembro, nove; mas é o décimo primeiro. E dezembro, o décimo segundo mês, significa dez.

Por conta dessa dissonância presente no Calendário Gregoriano que nesse novo momento da humanidade, surge uma nova leitura de tempo que tem tudo a ver com a Teoria da Relatividade e a percepção Maia do tempo!

O Calendário 13 Luas e a Fundação Lei do Tempo 

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O Calendário de 13 Luas é um instrumento sincrônico e harmonioso que foi criado para substituir o Calendário Gregoriano de 12 meses (utilizado pela maior parte da nossa sociedade) pela Fundação Lei do Tempo, que é uma organização sem fins lucrativos que se dedica a criar um futuro sustentável baseado numa nova era. Fundada no ano 2000, a Fundação promove o Calendário de 13 Luas e 28 dias e dissemina informações sobre a Lei do Tempo, o princípio que estabelece o tempo como fator universal de sincronização, baseado nos estudos e investigações do sistema de calendários da sociedade Maia feitos por José Argüelles.

Tudo isso se deve à harmonia inerente presente na ordem natural. Outro motivo também é o fato de que a velocidade do tempo é instantaneamente infinita. Sabendo da atual crise planetária que passamos e da necessidade do ser humano de se reconectar à sua frequência natural, o Calendário de 13 Luas foi apresentado pela Fundação Lei do Tempo como um primeiro passo para restabelecer a harmonia universal.

É legal refletir sobre isso porque nos leva a perceber que o tempo é como uma música, um tom, que rege e influencia nossa percepção sobre a vida, sobre nós e como vivemos, como sentimos o tempo.

Já faz algum tempo em que tenho utilizado esse calendário das 13 Luas e tem feito muito sentido para mim, inclusive na leitura das energias regentes do dia ou do período, muitas vezes estou trabalhando uma questão interna&externa (nãotemseparaçãoné) e quando vou ver no Tzolkin está exatamente a mesma energia regente, e é incrível porque você passa a perceber como cada dia tem sua energia própria e que se nos alinhamos a isso, automaticamente fica mais leve pois estamos fluindo junto com as energias que naturalmente já estão sendo trabalhadas. Para mim, pessoalmente, faz muito mais sentido! Mas o que é o tempo, né? Então realizei esse estudo justamente para pautar tais questões e trazer pra vocês esses questionamentos também porque expande completamente nossa noção e percepção do tempo-espaço, dos objetos, das pessoas, da vida em si, como um ciclo sem começo, meio e fim!

Como já dizia Maria Betânia, “Não começa, não termina, é sempre, é nunca…!”

Ahooow! Gratidão ao Omniverso por todos seus mistérios, contrações e expansões! ❤

Mas e você, o que acha sobre tudo isso? Como sente e percebe o tempo? Compartilha aí! 🙂

Artigo de YanRam para O Grande Jardim.

Fontes: WikiPedia, Dicionário das Religiões, Fractal Enlightn., Tzolkin, Marcelo Lambert, Portal São Francisco

Por favor, lembre-se de compartilhar trechos ou textos completos do blog sempre com os devidos créditos!

Conheça o Reino Livre do Tempo!

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