As Inevitáveis Iniciações do Caminho Sagrado

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A evolução espiritual  é uma jornada não-linear, incessante, ilimitada e não atrelada ao tempo. Não se pode realmente decifrar as etapas claramente; cada pessoa tem suas próprias lições e dívidas cármicas que variam substancialmente, fazendo-se impossíveis de se fazer afirmações gerais. Da mesma forma, as tendências dentro da nossa própria vida nunca são trazidas à completa clareza para nós; estamos sempre um passo atrás da compreensão mágica do desdobramento que é esta experiência preciosa, a vida. 

No entanto, em um nível energético todos são desafiados e friccionados por sentimentos semelhantes, ainda que em diferentes contextos. Nós todos devemos aprender a fluir através do rio do pensamento, em direção ao oceano de silêncio. Todos sempre são e serão presenteados com o convite à inguinação ao coração. Das faíscas que saem de nossa desconexão humana dolorosa, somos convidados à perfurar através da ilusão e aterrar-se através de sentimentos de falta, na busca de manifestar a abundância. E, quando estamos prontos para o fortalecimento, devemos dar um enorme salto de fé para o abismo incerto da insegurança.

“Beba-se a vida em sua imperfeição, porque isso também é tão vital como a bem-aventurança para transcender a ilusão de ‘tempo’ e se conectar com a impermanência.”

Com isso em mente, o primeiro passo no caminho é o encontro inicial com potencial; um afogamento temporário, como uma alma emergente ofegando por luz. Esta fase do despertar é muito bonita, e ela nunca realmente termina. Nosso relacionamento com o potencial mantêm o aprofundamento, enquanto a nossa busca amadurece a luz.

O segundo passo se sobrepõe com o primeiro (a atribuição de selos de tempo entre as fases é sem sentido), pois é um processo muito mais exaustivo do alinhamento energético. Uma vez que compreender a extensão da generosidade que a vida tem para oferecer, somos convidados a replicar essa generosidade dentro de nós mesmos. Nossas escolhas, padrões de estilos, relacionamentos, e o mais importante: como tratamos nosso próprio templo (corpo&mente&alma) todos reaparecem para serem revistos e revisados.

Nós então, passamos a enxergar com clareza os fios karmicos que temos tecido em torno de nós, que contraem a liberdade selvagem na densidade domadora. Este passo no caminho acena a nossa atenção ao longo da vida, mas à medida que amadurecemos espiritualmente, o alinhamento energético é realizado sem esforço. Se queremos nos atrasar ou não seguir em direção ao amadurecimento espiritual, passamos a ser obcecados em amar os nossos egos; entregando-nos simplesmente ao sentir da brisa de prazeres sensoriais, quando com um pouco mais de trabalho e esforço com o aprofundamento, podemos aprender a voar até nas mais tortuosas tempestade do espírito.

Enquanto estamos criando a pedra fundamental do alinhamento energético, que são atingidos com o próximo passo, que inevitavelmente nos obriga a encontrar serenidade no sofrimento. Esta etapa é altamente desconfortável; exteriormente forçando-nos a recuar para os nossos casulos confortáveis, enquanto secretamente nos espera ressurgir magistralmente após cada obstáculo. Sentimentos de solidão, sentimentos de falta, fissuras entre nós e a realidade que nos rodeia caracterizam essa fase. Não é fácil achar a porta de saída deste estágio, porém ela existe, e é através do aprendizado de estar presente com a dor, cavalgando através do mais baixo dos pontos até que a dor não possa mais suportar a sua presença. Crises de intensa dor irão te manter renascendo, apenas para se certificar de que temos que trabalhar continuamente no cultivo da presença. Esse passo é o mais difícil no início, mas fica vai ficando cada vez mais fácil com a prática. O período de tempo necessário para passar o início desta fase está ligada ao quanto a presença-alma que cultivamos trabalha em oposição ao amor do próprio ego.

O auto-amor do ego nos permite uma janela para escapar da dor; que nos faz acreditar perigosamente que a vida não é pra ser vivida de forma tão intensa. Juntamente com os processos internos desta fase, nós também começamos a perceber a dor no mundo que nos rodeia; os vários tipos de dor e injustiças manifestadas a partir do duro sofrimento da Mãe Terra. Passamos então a sentir um profundo chamado interior para fazer algo que beneficia o todo maior, e muitas vezes o mártir chega ao lado de sua vocação; finalmente aqui para salvar a humanidade e o Jardim.

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E então a próxima fase chega, intercalada com soluços de medo e liberdade selvagens, pedindo-nos para fazer coisas mais “perigosas”. Em geral, ela chega como uma camada à cima das outras fases para a maioria, se os fundamentos estruturais das fases 2ª e 3ª ainda estão fracos.

Esta etapa carrega uma bênção.

A bênção enquanto tem o poder de implodir todo o processo se rejeitada, também pode fornecer força se é aceita. Esta é a fase de fortalecimento espiritual. Começamos a ouvir a voz de dentro com clareza, trabalhando internamente de forma diligente e somos recompensados de forma exponencial; compreendemos claramente o que se entende por nós e o que não. Durante esta fase no caminho, que nos é apresentada como um anseio primordial para a liberdade selvagem, nos sentimos abraçados por uma condição: o saltar!

Independentemente da circunstância individual, vai chegar um ponto em que devemos alterar drasticamente o curso de nossas vidas, devemos saltar em um abismo de incerteza, renunciando toda a estabilidade que por tanto tempo foi sugando-nos. Muitos optaram por não aceitar o fortalecimento, e existem mil maneiras de argumentar com as razões perfeitas a respeito de porque este reforço não vale a pena. Acreditamos que existem inúmeras outras coisas que nos ajudam a crescer muito mais do que nós mesmos. Porém, o salto é uma armadilha permanente, prendendo tudo dentro de nós que está a se contrair e expelindo toda a presença limitante dentro de nós, ao fazermos a oferta final de toda nossa presença ao mestre: a alma.

A força que floresce após o salto é o que nos permite caminhar a longa bem-aventurada jornada do restabelecimento da conexão da alma. É necessário ir muito longe e profundamente no interior, para juntar todas as peças quebradas de nós mesmos. Cada peça encontrada, um tesouro indescritível. Cada uma das peças, faz a mudança do mártir tentando salvar a humanidade e o planeta, para o messias que tenta recolher pedaços da alma. As peças da alma contêm os segredos para acender o fogo sagrado que irá restaurar a Shambhala (trad. sanscrito:  um lugar de paz, felicidade e tranquilidade) na Terra!

~~*~~

Ahoooo!!! Belíssimo texto de Rohil Jethmalani postado em Wake Up World

Para finalizar, deixo aqui uma música que expressa bem a mensagem sobre a teimosia de evitar o caminho..!

“Reconhecer que é preciso trabalhar, prestar atenção para poder perceber.. Pra progredir é preciso se firmar, ter humildade para poder receber” ❤

Tradução: NM

Por favor, lembre-se de compartilhar trechos ou textos completos do blog sempre com os devidos créditos!

 

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