A vida na Terra antes da tecnologia

Como era a vida antes de todas as luxúrias da era moderna? Completamente incrível! 

A vida na Terra não foi sempre esse modelo moderno encaixotado do Século 21 que conhecemos. O homem já experienciou diversas formas de prosperar no Grande Jardim e hoje vamos falar um pouco sobre essas lindíssimas formas de expressão da vida…

Bem vindo à possibilidades!

jimmyO fotografo Jimmy Nelson começou um projeto chamado “Tribes & Journeys” entre 2010 e 2013 em que ele viajou o mundo para documentar algumas das mais fantásticas culturas indígenas que ainda vivem no planeta. Você pode conhecer o projeto completo clicando aqui.

Sua intenção com esse trabalho é de que possamos reconhecer e conhecer os nossos irmãos enquanto eles ainda aqui estão para nos contar, mostrar e ensinar sobre a vida, e que isso leve o espectador à uma profunda reflexão sobre o seu atual modo condicionado. Vamos lá!

OS HULI

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Acredita-se que os primeiros Papua Nova Guiné migraram para ilha há mais de 45.000 anos atrás. Hoje, mais de 3 milhões de pessoas (metade da população heterogênea) vivem nas terras altas. Há milênios que os Huli entram em pequenos conflitos com seus vizinhos. As tribos indígenas lutam por terra, porcos e mulheres. Um grande esforço é feito para impressionar e intimidar o inimigo.

A tribo WigMen Huli (o maior grupo indígena), pintam seus rostos de amarelos, vermelhos e brancos para assustar os inimigos e cortejar as mulheres. São famosos por sua tradição de fazer perucas ornamentadas de seu próprio cabelo. Entre os acessórios, um machado com uma garra completa o efeito intimidador. Os Huli acreditam que “Conhecimento é apenas um rumor até que esteja nos músculos”

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OS KALAM

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A metade oriental da Nova Guiné ganhou a independência total da Austrália em 1975, quando Papua Nova Guiné nasceu. A população indígena é uma das mais heterogênea no mundo. Tradicionalmente, os diferentes grupos espalhados por todo o planalto vivem em pequenos clãs agrícolas.
Os primeiros visitantes ficaram impressionados por encontrarem vales de jardins cuidadosamente planejados e sistemas de irrigação. As mulheres dos grupos são agricultoras excepcionais. Os homens caçam e lutam contra outras tribos por terra, porcos e mulheres. Um grande esforço é feito para impressionar o inimigo com terríveis máscaras, perucas e pintura. Essa foto ficou demais, dois arco-íris!
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 OS KARO

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No Vale do Omo, situado no Vale do Rift da África, é o lar de cerca de 200.000 povos indígenas que ali vivem há milênios. Entre eles, de 1.000 a 3.000 são Karo que habitam nas margens orientais do rio Omo para o cultivo. Também desenvolveram um sistema de escoamento das águas das enchentes. Plantam sorgo, milho e feijão.
Os Karo eram conhecidos por suas magníficas casas (quando ainda possuía muitos rebanhos), mas depois de terem perdido a sua riqueza, eles adotaram as cabanas cônicas muito mais leves. Cada família Karo possui duas casas: a Ono, a principal sala de estar da família, e o Gappa, o centro de várias atividades domésticas.
Eles acreditam que “um amigo próximo, pode se tornar um inimigo próximo”.
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 As tribos aqui sempre negociam entre si, seja grãos, alimentos, gado e pano. Porém, recentemente o comércio tem abrangido armas e balas. Estradas estão sendo construídas em seus a redores junto a uma barragem gigantesca para produzir energia, que mesmo sendo muito necessária, irá reduzir o fluxo do rio e domar as temporadas de inundações e retiro das quais as tribos que vivem rio abaixo dependem para nutrir as suas culturas.
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OS HUAORANI

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Nos últimos mil anos, a Floresta Amazônica do Equador, o Oriente, tem sido lar dos Huaorani (signf. “seres humanos” ou “o povo”). Eles se consideram o mais bravo e corajoso grupo da floresta. Até 1956, nunca haviam tido contato com o mundo “exterior”. Eles são exímios caçadores e guerreiros.
Ameaçados pela exploração de petróleo e práticas de extração ilegal de madeira, a sua sociedade de caçadores-coletores teve que se deslocar. Eles têm um vasto conhecimento de animais, plantas e árvores, o que decorre de um elo muito forte com o mundo natural. Eles acreditam que “Como nossos ancestrais viveram, então assim viveremos. Como nossos ancestrais morreram, então assim morreremos”
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A vida está mudando para os Huaorani. Ao longo das últimas décadas, eles têm – contra sua vontade – passado de uma sociedade de caçadores-coletores para viver principalmente em assentamentos florestais permanentes. No entanto, em aldeias remotas, a caça ainda é o modo de vida e a chave para a sobrevivência.
Desde de 2012, os Huaorani têm aproximadamente 6,800km2 de terra, cerca de um terço de seu território original.
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OS GAUCHOS

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Cavaleiros e vaqueiros nômades coloridos que se desviaram das campinas em 1700, tão cedo quanto o selvagem gado Cimarron superpovoado das planícies. No século 18, quando couro estava em alta demanda, Gauchos surgiram para caçar clandestinamente os enormes rebanhos de cavalos e gado.
A palavra “gaucho” era usada para descrever os espíritos livres, inseparável de seu cavalo e sua faca. Ao longo do tempo, quando extensas porções de pradarias foram assentadas e se iniciou o comércio de gado, havia menos espaço para os gauchos passearem. Como seu modo de vida mudou, a lenda dos Gaucho cresceu. Eles dizem que “Um Gaucho sem o cavalo é apenas meio homem”.
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Hoje, os Gauchos desfrutam de muito reconhecimento e executam tarefas importantes. Eles ainda existem e podem ser vistos em muitas aldeias ou cidades do interior caminhando com um orgulho merecido. Provenientes da América do Sul, da Argentina.  Eles eram um povo solitário, resistente e intransigente, mas muito famosos pela sua bondade para com os companheiros de viagem, sempre compartilhando sua comida ou o pequeno abrigo que tinham. Seus passatempos incluem jogos, beber tocando violão e cantando sobre suas habilidades na caça, luta e sobre o amor. O gaucho, seu cavalo e seu facon são inseparáveis.
“Facas poderiam abrir vacas e discussões”
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OS CHUKCHI

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O ancestral povo do Ártico, os Chukchi vivem na península da Chukotka. Ao contrário de outros grupos nativos da Sibéria, eles nunca foram conquistados pelas tropas russas. Seu ambiente e cultura tradicional sofreu destruição durante o regime soviético, por meio de testes de armas e poluição. Devido ao clima rigoroso e dificuldade da vida na floresta tundra, a hospitalidade e generosidade são muito apreciados entre os Chukchi. Eles acreditam que todos os fenômenos naturais tem seus próprios espíritos. Lendas antigas e evidências arqueológicas sugerem que a aquisição de Chukotka foi tudo menos pacífica. Ao contrário de outros grupos nativos da Sibéria, eles foram ferozmente militantes e nunca foram conquistados pelas tropas russas. Sob o governo soviético, o povo Chukchi suportou o encarceramento em massa e destruição de sua cultura tradicional. Eles acreditam que “A forma que você trata o seu cachorro nessa vida determina o seu lugar nos céus”
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OS LADAKHI

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Ladakh (que significa “terra dos passos ‘) é um deserto frio, no norte da Índia no estado de Jammu e Caxemira. Ele é dividido em distritos, o Kargil de maioria muçulmana e do distrito de Leh principalmente budista. O povo de Ladakh tem um rico folclore, alguns dos quais datam da era pré-budista. Como a temporada de cultivo do Himalaia é curto, Ladakhi trabalham por 4 meses do ano. Todas as idades podem participar e ajudar. Durante os oito meses de inverno o trabalho é mínimo e festivais e celebrações são quase um assunto contínuo, dando-lhes a oportunidade de mostrar Goncha, o vestido tradicional.
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O budismo tem raízes muito profundas em Ladakh, já que esta região foi a introdução para a fé, muitos anos atrás, por volta de 7 dC. A cultura e estilo de vida do povo de Ladakh são profundamente influenciada por sua religião, com inscrições budistas antigas e gravuras rupestres espalhadas em toda esta bela região montanhosa.
O Mosteiro Lekir foi estabelecido por Lama Dhwang no século 14, que foi um mestre da arte da meditação.
Eles costumam dizer que “A terra é tão dura e os passos tão numerosos, que só o melhor dos amigos ou o pior dos inimigos para visitá-lo”. 
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A nossa vivência como espécie aqui já floresceu de tantas maneiras incríveis, me pergunto por que ainda estamos seguindo esse modelo que impera globalmente se somos infelizes? O contato homem-natureza foi esquecido, nos esquecemos que somos parte dela, nós somos a natureza. O tudo e o nada. O começo e o fim.

Despertemos para a consciência de que a vida é apenas uma temporalidade de escolhas que fazemos como criadores da nossa própria realidade!!!

Viva, reflita e compartilhe!

Quer conhecer mais tribos ancestrais? Clique aqui!

Leia também sobre os Kogis, os guardiões de Gaya!

Fonte: Before They e Tradução por YanRam para O Grande Jardim.

Por favor, lembre-se de compartilhar trechos ou textos completos do blog sempre com os devidos créditos!

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Sobre YanRam

Capricorniana, com a cabeça nas nuvens e o pés na terra. Parte do mistério do Multiverso. Eterna aprendiz.

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